O poder e suas influências Conheça um pouco mais sobre o poder e suas inflencias na vida das pessoas

10/07/2011 17:09

 A maioria das criaturas humanas, principalmente as mais medíocres teimam em medir o poder. Quem pode mais? Quem aparece mais? Quem manda mais? Essas minúsculas criaturas desconhecem os segredos guardados por trás de tais atos de medição. Pois nem tudo pode ser medido pela mesma régua, e nem sempre esses indivíduos têm o instrumento certo, pois as medidas exigem acima de tudo, Sabedoria. Dizem que o sentimento de poder das criaturas humanas é tão desejado quanto perigoso. O velho dito popular já afirma: O poder mostra o que o homem é, e o escritor Grego Plutarco afirmou: “Nada revela mais o caráter de um homem do que seu modo de se comportar quando detém um poder e uma autoridade sobre os outros: essas duas prerrogativas despertam toda paixão e revelam todo vício.” Analisando a sábia definição de Plutarco podemos concluir que dar poder a alguém é a melhor maneira de conhecê-lo profundamente, pois é nessa ocasião que descobrimos seu verdadeiro caráter, assim também pensava o sábio presidente norte americano Abraham Lincoln quando disse: “Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se você quer por a prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.” O poder por si só não é mau, é um presente que poderá ser usado para transformar de forma positiva a realidade de muitos, mas isso vai depender muito da maneira como ele é visto e principalmente como é exercido. Quando aquele que está investido em determinado cargo e o desejo em aumentar o próprio poder passar a ser maior que o anseio em alcançar os alvos planejados, o valor de tudo que o rodeia fica reduzido, pois o poder perde gradativamente suas principais características positivas e passa a ser um adorado objeto de capricho e vaidade.

A vaidade para os desconhecedores de seus efeitos é uma poderosa aniquiladora de poderes, porque o vaidoso jamais serve aos ideais, mas tão somente a si mesmo. Ele se esquece dos grandes objetivos do bem coletivo e principalmente do aprimoramento de uma sociedade, em especial a que ele vive. O vaidoso é tão narcisista que passa a viver dos elogios, sinceros ou não e se transforma em escravo de sua própria imagem. Muitos vaidosos são como uma concha fechada, não são capazes de se abrir para ouvir a palavra que vem de fora, e muito menos estão dispostos a assimilá-la. O vaidoso está sempre convencido de que a palavra guardada lá dentro, no seu íntimo, é sempre a melhor e a última. Desfila com o carro novo ou utiliza o que aprendeu nos bancos escolares para alimentar cada vez mais seu sentimento de superioridade. Engorda a sua autoconfiança com adulação superficial.
Os medíocres que se sentem poderosos tornam-se reféns de seu próprio vicio de superioridade, o vaidoso ainda corre o risco de transformar em refém de qualquer pessoa que prometa ou alimente alguma forma de poder. Mas o poder é e sempre será um presente que uma pessoa recebe para fazer o bem. Só isso. Que medida de poder as criaturas humanas, principalmente a classe política tem buscado? Assim como o filósofo Sêneca, muitos já afirmaram com outras palavras que “comandar não significa dominar, mas cumprir um dever”. 
O poder não constitui um prêmio, mas tão somente a exigência do cumprimento fiel de uma nova tarefa. Ele não combina e muito menos mantém relações com a natureza individualista, porque foi feito para benefício coletivo. Aqueles que têm mais poder, conseqüentemente têm mais obrigações, mais responsabilidades e serão de alguma forma, singela ou rígida, cobrados por isso.
E não parece mesmo uma ironia? Muitas vezes quem busca muito o poder não acha e quem nem procura acaba encontrando. A gentileza, a humildade, a honestidade e outros valores etéreos constroem poder. Tratar bem uma pessoa, ouvir e se interessar incondicionalmente pelo outro, gera poder. O poder verdadeiro, aquele que não morre nas crises, cresce junto com o trabalho positivo que cada criatura humana faz em si mesma, em seu interior. Saber usar o poder não significa viver para aumentá-lo, mas tão somente para dar o máximo de si, gerando o maior proveito possível para muitos. 
As crianças, por exemplo, descobrem sempre o poder escondido nas pequenas e mais simples coisas. Os grandes, em vez de se ocupar em medir ou engordar o próprio poder, poderiam tentar espiar pela fresta da concha para ouvir e conhecer tudo que se passa do lado de fora, sem prevenção, saindo do seu centro, com a virtude da humildade de se sentir apenas mais um e não um semideus, entronado com um cetro e a indumentária de uma intocável majestade.
Mais do que comparar o próprio poder com o poder de outros, é preciso investir em um caminho particular, o que faz uma pessoa deveras feliz, nem sempre é o mesmo que realizaria outra. As aptidões e os talentos que podem ser desenvolvidos em uma criatura humana, não são as mesmas que trazem fama ou glória para um terceiro. 
Qualquer pessoa pode olhar o céu e ver muitas estrelas e imaginar quantas outras estão distantes no azul da noite, iluminando as galáxias e imaginar quantas coisas ainda existem por serem descobertas.


                                                   Por Manoel Rosa Filho