O DESVENDAMENTO DOS HIERÓGLIFOS

04/02/2011 19:24

 As profecias gravadas na pedra sepulcral de Abdruschin

 

Atentai vós homens (1) aqui peregrina no vale das sombras o espiritualmente (2) e terrenamente (3) perfeito.

Covarde mão criminosa (4) enviou-o ás profundezas. Ele, que era mais sábio, que o Santo Íbis (5). Ele era a clara superfície da prata cintilante na qual as nossas mulheres se miravam (6). Puro e alvo era Ele e digno de portar a coroa (7) que agora deslizou de sua cabeça.

Quando no céu surgir o signo de peixes (8) somente então virá um rei que, em pureza, será igual a Ele. Pobre Ele será, como um pássaro no ar (10), Ele será enviado para esmagar a cabeça da serpente (9). Até aí, o cetro de ABD-RU-SHIN descansará (11).

Nenhum soberano poderá manejá-lo, conduzi-lo como Ele.

Lastimái-vos irmãos (12) chorai, vós solitários, afastou-se de nós aquele, que era um pai “sobre nós”. Ele nos dava alimento (13), Ele bania o mal (14) Ele pregava sabedoria (15), pois Ele era mais sábio que todos.

E agora tú, minha pátria, serás a presa dos teus inimigos. Pés estranhos (17) deixarão seus rastros em nossa areia; flechas estranhas (16) zunirão sobre vós. Ele, que nos protegia, peregrina nas sombras.

Cinco verões (19) passaram, até que fosse erigida a pirâmide (18) que circunda esta lousa. Areia cobrirá o santo lugar, areia protegerá, ocultará de olhos estranhos. Sol e estrelas (20) não mais o verão até que seu pé, de novo, pise a terra. Pois Ele de novo caminhará aqui em cima e ao seu lado o mais puro coração que em uníssono vibra com Ele (21). O que lhe era caro, estará com Ele, também o seu nobre cavalo de batalha cumprimentará alegremente o seu Senhor (22), quando Ele vier para julgar a Terra.

Ele se sentará num trono de ouro (23) e sol, lua e estrelas (24) lhe serão submissos. Ele mantém em equilíbrio (24) as taças da ira Divina (24) para que não transbordem sem a sua vontade.

 

Perfeição Ele erigirá (25) por toda parte sobre a Terra. Aonde os homens não quiserem obedecer, Ele os obrigará com a afiada lâmina de Sua espada (26). Uma escala (27) (padrão de medidas) Ele aplicará a tudo que existir, a tudo que é perfeito (28). Nenhum remo moverá a correnteza (29) nenhum acorde soará (30) sem a sua vontade, Seres humanos! Olhai dentro de vós como em um espelho (31). Vós estais sentados a meditar (32) como podeis completar o que ainda não está pronto (33). Vós tolos (34). Vós vos encheis de glória, (vangloriais) e no entanto só produzis fragmentos. Perfeito só será o que Ele vos mandar fazer.

Quando ele o quiser, o número trino (35) pairará no circulo como sinal que as obras mal-feitas estão no fim.

Atentai para o número sagrado (36). Muitas vezes ele voltará até que a roda do grande acontecimento, circulando, emitirá um raio (37). Flamejante Ele se soerguerá ao céu. Depois disso, só uma nova era surgirá, pois a pomba reinará sobre o Íbis (38). Muitos reinos e coroas (39) descerão ao nada. A sua coroa brilhará mais forte que todas as outras. Sua coroa reinará sobre a Terra e sobre os mares. Atentai-vos homens, atentai e ouvi (40) o que o vidente vos profetisa dos tempos vindouros.

Tripla será (40 b) a necessidade que virá sobre a humanidade; epidemias (41), fome e grandes terremotos, que não deixarão pedra sobre pedra (42). Fechaduras e trincos (43) não vos poderão proteger disso. Triplo será também (44) o vindouro e amargo infortúnio: campos de guerra (45), assassinatos em massa (46) e grande mortandade. Cheio até as bordas estará o cálice venenoso (49) do qual a humanidade deverá sorver o seu julgamento. Impiedoso o sol arderá (47) sobre a pirâmide (48), a morada Daquele que partiu, quando o cansado pé do inconsciente peregrinador(50) passar por ela. Despatriados sereis vós, seres humanos. Vosso lar (51) será destruído. Vossas habitações não mais encontrareis.

Atentai para a voz do vidente, atentai e escutai (52)! Irrequieto perambula o chacal (53) através do deserto, seu pé não deixa nenhum rastro na areia. Espessa e infreável a areia cobre os baús repletos de tesouros, pertencentes ao nosso soberano, ABD-RU-SHIN. Oh lástima, que Ele não mais está entre nós. Ele era mais precioso que todos eles! Acendei incenso em Sua honra nas douradas taças de sacrifícios (54). Ele era a nossa proteção, o nosso Senhor. Ele mantinha as taças da ira erguidas sobre nós, mas Ele não as inclinava. Sua obra trouxe paz e prosperidade (56). Agora a paz e o sossego se afastarão de nós, durante milênios. Os grandes palácios ruirão em cacos; sem pátria estará o pássaro (57) que no seu aconchego e cheio de confiança, construiu o seu ninho. O ninho do pássaro cairá junto com as quadras (grandes muralhas) que pareciam ser construídas para a eternidade. (a igreja e o Papa)

Mas atentai, vós homens! (59) Aonde se encontra agora o palácio real de ABD-RU-SHIN, aí jazem, ocultas no solo, sagradas escrituras (60) que falam desses tempos. Com elas foi enterrado um recipiente repleto de preciosas pedrarias. Três grandes, incalculáveis diamantes de puríssimas águas, como que submersas em flamejante incandescência(61), estão entre elas. Eles aguardam até que os pés de ABD-RU-SHIN, de novo pise a Terra; Ele usará o maior desses diamantes, quando, como rei, peregrinará de novo sobre a Terra. Os dois outros ornamentarão as duas nobres mulheres que o acompanham. Felizes as pedras que podem servi-lo! Elas não são frias, elas vivem; debaixo da Terra esperam por esse dia.

 

Até esse tempo ainda distante, vós seres humanos, não conseguireis nada de perfeito (62). Vós eriges (ergueis) pedra sobre pedra (63) mas, enquanto pairais admirados diante de vossa grande arte (64), uma brisa de vento estraçalha as vossas construções (65). Míseros seres humanos, o que sois sem Ele?! Rápida (célere) como a onda é a vossa - vida (66): as pegadas dos vossos maiores feitos não são mais fundas que os passos de um pássaro na areia (67). Como flores devíeis florescer. Só atrás de tesouros caminha vosso pensar (69), como vós os amontoais, como cunhas o ouro em moeda. Ele vos ensinou isto? O ouro deveríeis usar para enfeites e recipientes nobres, como Ele o fez.

Mas vós o rebaixaste para ações diabólicas. Os frutos de vossos campos vendeis por ouro (70). Quem vos ensinou isto, açoita a espada sobre vós (71) obreiros do mal vos tornastes. Atentai, pois, vós, seres humanos, atentai e ouvi o vidente (72)! Vós mesmos vos fechais o acesso à felicidade e paz (74) por milênios. Muitas vezes o Santo número retornará (73), antes que a perfeição (75) possa de novo se tornar visível sobre a Terra. Então haverá de novo a ligação de cima, para baixo (76) e quando no eterno (Jesus) circular (77) dos astros a era de peixes (78) se quer aproximar, então a eterna sabedoria (79) terá dado um passo para a vossa salvação. Mas antes a fome e a miséria vos obrigarão a cair de joelhos (80). Com vocês também sofrerão os animais (81), os quais vós enredastes em vossa desgraça humana. Chuva irá cair (82), quando pedirdes Sol; as águas (83) se rebelarão contra vós. Vós cavais fundo (84), mas o que achardes, não será suficiente (85). A fome vos devorará como uma fera feroz (86).

 

As estrelas cintilam sobre as águas de uma terra distante (87), onde não se venera o santo Íbis (89). Ali desabrocha uma rosa, preciosa em aroma e cor, ligada com o mais alto mundo. Solitária está esta rosa (90), seu destino ainda não está completo. O santo pássaro que lhe trouxe a mensagem; voou para longe. As taças da Ira Divina se inclinam para a terra (92). Antes da lua cheia (93) se precipitará a desgraça sobre a terra. Suas cidades (94) serão queimadas, todas as maravilhas submergirão. Destruídos e arruinados serão os alimentos (95), as frutas dos pomares (96) serão dizimadas, antes de estarem maduras, os animais (97) serão perseguidos e mortos. Flechas (98) zunem. Todas as trancas (99) se escancararão. Aí, quando o sol (100) surgir, ele iluminará uma coroa sem rei (101), uma terra avassalada, uma rosa destruída. Três vezes dolorosamente sobre a humanidade (102).

Um novo milênio principia. O selo dos tempos será desenlaçado (103). Em eterna beleza seguem os astros (104); tudo que o homem cria está sujeito a mudanças (105). Guerras e revoltas (106) passam constantemente sobre a Terra; grandes imperadores surgirão e desaparecerão (107). O mar ondula de praia á praia (109). Bem longe no mais alto do céu uma nova estrela se aproxima (108). Nela deverá surgir a salvação da humanidade. Mas ainda levará muito, muito tempo até aí. Seguem-se mudanças sobre mudanças. Também uma época frutífera surgirá por um breve espaço de tempo. As águas fervilharão de peixes (110), as pegadas na areia (111), levam para animais caçáveis que se reproduzem (112). Outra vez surge o santo número (113) e com ele a promessa de amor e paz para a humanidade, mas o saber dos homens será fragmentário (114) como em tempos passados, e sua sabedoria jaz sobre pés de barro (115). O que em alegria aspira para o sol (117), eles soterram fundo dentro do chão (116) onde se decompõem e perecem.

 

Isis, a altiva, segura ela mesma as taças da ira (118) por sobre a Terra e Osíris (119), olha entristecida para os altares vazios (121) nos quais não mais se ora para o santo Íbis. Mas ainda mais uma vez os homens soerguerão em oração os deuses (122). Riquezas em pedras preciosas (123), valiosos recipientes e fivelas (124) lhes serão ofertados. A prosperidade dos países crescerá. Grandes acampamentos surgirão na beira do deserto (125) dos quais saem longas caravanas de animais de carga, vão em direção a campos frutíferos (126-28), onde grandes árvores (129) numa maravilhosa verdura projetam sombras refrescantes e o animal de carga (130) procura as águas (131).

De um alto mirante (132) o vidente olha por cima dos tempos que virão, ora mais perto, ora mais distante. Ele vê surgirem, após milênios, o que a areia havia soterrado: As construções de Abdrushin (133). O grande astro divino (134) pode deixar seus raios brincar sobre eles, iluminando o que em tão maravilhosa simetria fora construído em seu tempo (136-37). Rosa (138) e Lírio (139) florescerão em graciosa pureza, quando o nosso senhor Abdrushin se desvencilhará do reino das Sombras e dos pássaros da morte (140-141) e subirá para os vivos (142). Mas ele trará mudanças diante de Apis (143) e Osíris (144). Outrora as pessoas se ajoelhavam: Ele anuncia um Reino, bem alto, no infinito (145). Sua estrela (146) paira no céu e seus raios sobrepujam a Lua (147). VIDENTES alertarão sobre Ele, o que vem aí para matar o mal que rasteja nas trevas (149), para trazer nova força sanadora (150) para tudo que se encontra prostrado. Os pomares oferecerão frutos (151) em abundância, saciando alegremente a fome dos seres humanos e eles agradecerão (152) com sons de harpa.

Um altar (153) será construído sobre uma montanha (154) onde se rezará para o mais alto de todos os deuses. Trazei pois, vós homens todos os tesouros(156) que retirastes de dentro da terra (155-156) para ornamentar o santo lugar.

A sabedoria do alto (158) preparou uma morada (159) para que ela permaneça junto a vós, pois o vosso saber é oco (160) e o que vós pesquisastes se desvanece como as pegadas do pássaro na areia (161). Mas se a verdadeira sabedoria permanecer junto de vós, então esse saber aumentará como os pássaros (162) aos quais se jogam sementes (163). De todos os lados verão novos conhecimentos. Mas quando naquele longínquo tempo o santo número (165) novamente se aproxima trazendo em si a perfeição (166) então a Terra se movimentará com grande estrondo. As montanhas racharão (164) a lua (167) perde o seu brilho; flechas (168) zunirão nas trevas, acertando. De tudo que existe, apenas um ínfimo será poupado (169). Poucos haverá, cuja sabedoria (170) se dirige de encontro ao nascer do Sol, para alcançar o verdadeiro saber. O mar (177) gritará com enormes estrondos, como jamais aconteceu, violentas serão as suas ondas que tudo soterrarão. A terra troveja; com enorme estrondo racha a sua superfície, cuspindo fogo e pedras que se espalharão em grandes extensões.

Do braço de Abdruschin brilhará de novo o aro da força sublime (173) o qual uma covarde mão assassina, outrora roubou. Irrequieto este aro peregrinou sobre a Terra, felicidade não trouxe a ninguém, incitou os homens à atos terríveis, até que se encontrou deitado no colo da terra. Mas Abdruschin virá à montanha (174), em cuja profundidade a (jóia) preciosa se encontra à sua espera. Ela sobe (175) em tempo exato, alto e mais alto, até que a fidelidade à soerga(176). Então jamais deixará o braço do nosso Senhor, lhe proporcionará força e proteção. Rapidamente se completará o que o vidente anunciou (177). Selo por selo (178) se desprenderá: A que jaz aqui na pirâmide junto com Ele, a pura fidelidade que era o deleite do nosso Senhor, ela estará de novo junto a Ele.

 

Aqui nesta câmara (179) ela descansa, ela que lhe era mais cara que... Sua morte a atingiu no coração (180). Seis (181) vezes cinco centenários seu corpo dormita aqui embaixo. Com lágrimas nos olhos e lamentos nós te sepultamos, Nahome, a mais graciosa das princesas. Tão leve era o teu andar (182), que mais parecia um flutuar, alegre tinia a tua voz, como pérolas era o teu riso. Tudo silenciou no mesmo dia em que nos roubaram o nosso Senhor. Em tua Câmara as fiéis servidoras colocaram os teus tesouros, para que te envolvam até aquele dia distante em que teu corpo aqui seja achado. Então o sorriso que nós amamos iluminará o teu rosto, quando os preciosos recipientes (186-187), os cofres repletos de pedras preciosas e cordões (185), e o remo de ouro que tua pequena mão conduzia brincando, serão expostos diante dos teus olhos.

Tu ainda permaneces entre os vivos, tu o mais fiel amigo do nosso Soberano, tu, espada de Abdruschin (189), mas dia virá em que as câmaras mortuárias se abrirão, para receber o teu corpo para que ele dormite ao lado do seu soberano. Feliz és tu, pois que tu podes retornar, para servir a Ele, quando Ele de novo estará na Terra, como Rei, Ele te chamará (191) diante do seu trono (192), para que tu o ajudes a soerguer o seu reino sobre a Terra. E aquele que arriou o seu corcel para a gloriosa batalha, também este (190) estará de novo perante o elevado semblante de Abdrushin e de novo lhe jurará fidelidade. Quádruplo será o invólucro (193) daquele que lhe foi dado como companheiro, para lhe carregar espada e escudo. Purificados e nobres eles estarão tal qual a cristalina água de oferendas (194) e afiados como ponta de espada (195). O selo de Abdrushin (196) eles portarão em suas testas e o eternamente perfeito está colocado dentro deles (197). A eles se junta aquele que será a mais sabia justiça (198) no reino eterno, que Abdrushin soerguerá sobre a Terra. Bem aventurados, três vezes bem aventurados os que estão eleitos para servi-lo.

 

Atentai para o hálito da vossa respiração, e para o som de vossas palavras (199), vós, auxiliares de Abdruschin. Tereis que ser tal qual nobres recipientes (200) nos degraus do templo. Toda presunção (201) terá de se afastar quando o nosso Senhor encostar a escala da justiça em vós (202). Como espelhos devereis ser, alegres e cristalinos refletir a imagem da Terra para as alturas (203). Intenso e purificado o brilho do céu (204) refletirá sobre vós. E tudo é novo, o velho rompeu-se e não vive mais. Também os países além dos mares (206) viverão em segurança sob o cetro do Rei. O que está inclinado e o que está reto poderá se unir (207), mas o que está torto não mais terá morada. Manso se tornará o pássaro selvagem (208) e não causará danos ao rebanho. Pedras as quais as eternas vagas do mar arredondaram (209), e vigas de preciosas madeiras (210) serão trazidas de todas as partes do mundo para as sagradas construções. O perfeito está de novo na Terra (211).

Atentai vós homens (212), virá o tempo, em que o animal (213) se tornará de novo tal qual como outrora foi criado, já que os ouvidos poderão de novo captar o som vibrante do Universo (214) e o espírito humano flutua sobre o que está preso a terra (215).

Arreai o corcel preferido de Abdruschin para que cavalgue (216) através dos Reinos. A Ele, o Imperador, estão sujeitos todas as coroas.

Quando o santo número está mais que cumprido (217) e o Íbis (218) trará notícias aos países onde as pessoas ainda o santificam, então inclinou-vos, Osíris (219) e Isis (220): a espada jaz de novo nas mãos de Abdruschin, inofensiva se tornou a cobra. Maravilhosas aves de asas rosadas (222) trazem recipientes brilhantes e reluzentes para a Terra (223), repletos da mais pura força. A espada do nosso Senhor (224) destruirá o que de mal queira se manifestar (225).

Apenas com um olho a Lua mira a terra (226), aí irrompe um raio (227) sobre a Terra, para separar o que é puro do impuro.

 

No céu se soergue o signo de Aquário (228), uma grande época inicia, a maior e a mais santa sobre a Terra. Animais de quatro pernas (229) e pássaros (230-231), corações humanos (232) e plantas (233) ressurgirão em força e beleza, o santo número trará a perfeição (234). Atentai pois, vós, seres humanos, atentai e ouvi (235). Em vigoroso corcel virá Abdruschin (236) quando outrora, sob a lua em foice (238) quando o grande (237) brilhará significativamente no céu. Da areia emergem as pirâmides (239) dentro das quais nós deitamos o seu corpo. Um grande poder o atrai para cá: aí o seu pé bate de encontro a muros de alvenaria (240) que ainda jazem na areia. Oito cantos se encaixam numa junção unilateral. Cavai, cavai, pois imensas riquezas descansam neste lugar, raras pedras preciosas, ouro e augusta sabedoria (241) para a qual só Ele conhece a chave (242).

Cairão raios do céu e racharão as montanhas (243), guerras (244) e indignação (245) avassalarão a terra mas, Abdruschin, viverá em paz com os seus servidores (246). Gracioso se abrirá o Lírio, em cristalina pureza (247). Seu aspecto torna os homens alegres.

Labaredas (248) de verdadeira devoção emergem de dentro do santuário. A estrela de Abdruschin (249) paira promissora no céu; sete cores brilham de dentro dela. Ela sobre-brilha a Lua (250). Dois sóis iluminam a Terra o novo é maior e mais poderoso (251) do que o velho (252). Quando ele vir, o mar se abrirá (253) e cobrirá vastas áreas de terra sobre as quais outrora já bramia. Outras terras ressurgirão das ondas pois o seu santo número (254) já se cumpriu. Então se acharão antiqüíssimos recipientes (255), eles estão virados e vazios. O que eles continham em ouro e prata jaz, não muito longe (256) mas se tornou escuro através dos milênios, as afiadas espadas (257) que outrora como raios cortavam o ar, elas estão enferrujadas e lamentam.

 

As tendas dos homens (259) que outrora, ali se alegraram com a luz, elas estão queimadas, não se acham mais. Mas pegadas de gigantescos animais, que aqui viviam, se mostram na mole areia do mar, grandes cobras (260) animais ferozes (261) e cavalos; plantas (263) e as vozes terão morrido e as pedras (264) jazem espalhadas. Quando os pés de Abdruschin caminharem sob esse deserto então ele será despertado para uma nova vida. Abdruschin, nosso Soberano que grande e maravilhoso és tu!

Teu cetro (265) abrange todas as terras. AI de nós. Que tu nos deixaste tão cedo.

Um rei entrará em sua cidade (268), o filho de um carpinteiro (269). O seu cetro é a cruz, seu reino, as almas (266) Ele quer derramar bondade sobre a Terra (285). Mas a Terra não compreende, os recipientes (270) estão fechados e não absorvem nada. Funestos pássaros (271) devoram as bênçãos, como grãos. O sol perde o seu brilho (272), quando o sublime é assassinado (273). Sua coroa (274) cai no pó. Simples e sem ostentação Ele veio (275), simples e sem ostentação Ele foi (276) miseravelmente Ele é colocado no túmulo. O mal (278) parece apagar o trígono (número triplo). O signo de peixes (279) não trouxe a bênção que devia salvar o mundo.

Quando o santo número (280) se realizar pela ultima vez, então a nova estrela (282) estará junto ao sol (281) e a lua (283), mas ela sobrepujará os dois. Fragmentos (284) deverão se tornar completos (286) o que estava em baixo emergirá para cima (287), pois terá chegado a sagrada época da pomba (289). Felizes os seres humanos que a vivenciarem. O recipiente (288) de graças está transbordando de cheio. Da espada do nosso Senhor (290) brilha o santo número. Sua lança (291) dominou a cobra, que sempre gerava o mal. Atrás de possantes fechaduras e trancas (292) Ele à prendeu.

 

Ai do mundo, quando o Senhor, de novo terá que solta-la. O santo trigono (293). Ele brilhantemente soergueu, sua coroa (294) reina sobre os túmulos e a morte, e a Luz das alturas (295) brilha sobre Ele, quando Ele sentar-se sobre o trono de ouro (296) Santo Ele é, superior sobre tudo. Suave é o seu semblante como o de um pai severo, como o de um justo juiz. Suave e severo Ele distribuirá o seu tempo. Igual uma chama de sacrifício (297) a adoração se levantará diante D’Ele; a cobra (298) se torce e entorta e a falsa sabedoria (299) terá de afastar-se envergonhada. Então as harpas (300) vibrarão de novo em suaves tonalidades. Antiqüíssimas sabedorias (301) falaram do tempo que agora está chegando. A vontade do mais alto dos deuses cruzou a vontade humana (302), em sinal disso, será içada uma bandeira (303) no acampamento em que reside o rei. A venda será tirada dos seres humanos (305) para que eles vejam os tesouros que jorram do alto, para que aprendam a abrir os seus recipientes (306). Quíntupla (307) é a força que lhes é dada, quando sincera e sem falsidade (308) puserem seu corpo e seu espírito (309) ao serviço do Senhor.

Então o que está ressequido brotará de novo (310) e forças curadoras eles acharão nas plantas. O pássaro ressurgirá em beleza (311) ele encontrará morada segura (312), pois de novo será construído o santo templo e palácios. Suas formas serão perfeitas (313) e a mais pura devoção vibra dentro deles. Como uma flor se abre para o raio do sol, assim se abrem as almas em direção da luz que vem do alto. Puríssimos sons tinirão dos instrumentos de corda.

 

Antiqüíssimas profecias (316) que, antevendo, cantaram esta época, elas se tornarão verdade. Só agora o homem compreende os tesouros da terra e a sua aplicação para a cura (317). De novo ele aprende a dominar as forças do universo (318). A maldição será tirada dos animais (319) os quais o homem arrastou para baixo em sua desgraça. Uma felicidade constante (320) reina por toda a parte, em perfeito equilíbrio.

Cantando, tine o remo dentro da água (321) o remo de ouro, que outrora era conduzido pelas mãos de Nahome. Tal qual chacal (322) amansado se une ao rebanho, assim o mal será vencido. Eternas leis da natureza, o homem descobrirá de novo. Gravidade dos corpos ele aprenderá a eliminar através de sábias disposições (323). Para o completo ele dará novas formas (324), tudo anseia para o alto (325). O que ainda quer se contrapor, será esmagado e dominado sob os pés do Senhor (326). Toda a criação é um espelho (327) que reflete o Divino. Cessou a briga entre homens, o que era quadrado (328) se tornará redondo (329).

Termina aqui o que o vidente pôde observar do alto do mirante (330).

Tirai o selo (331) da entrada da câmara mortuária (332) da qual brilha uma cruz. Vós achareis o corpo sepultado de Abdrushin (335) e junto dele toda a sabedoria (333) e a chave para as almas (334).

 

Abdrushin, nosso herói, nosso rei, não mais peregrina no reino das sombras, Ele impera sobre o mundo, sobre o todo.

Deixai as lamúrias vós homens. Rejubilai e cantai hinos de louvor. Ele saiu de nós, mas Ele voltará para ficar eternamente.

Este é o sinal (336), da minha mão que eu imprimi na pedra nestes dias em que Osíris (337) estava oculta para nós. Um recipiente quadrado num degrau trincado, (338) apenas isto é este que vos traz esta mensagem. Pesada paira a ira dos deuses sobre o mundo, onde a inveja e a astúcia (340) rastejam para dentro da tenda de Abdrushin, (341).

Este é o meu fiel cinzel (342) o qual formou todos os sinais.  

Autor Desconhecido