O Dia Sem Amanhã - Roberto C. P. Junior

O Dia Sem Amanhã - Roberto C. P. Junior

       Cada indivíduo que hoje vive na Terra traz em si, ainda que de modo inconsciente, o saber de um exame final da humanidade, pois ninguém deixou de ser alertado sobre isso de alguma maneira, em algum ponto de sua existência, que abrange várias vidas. E, ligado a esse acontecimento, surge em muitos também, de maneira difusa, a imagem da vinda de um astro colossal, capaz de alterar a própria órbita do planeta. Esta é a justificativa do estranho temor de cometas, que oprime tantas almas no tempo presente. Um temor que só se explica pelo desconhecimento da atuação das leis da Criação. Ou, então, pelo sentimento de culpa em relação ao Criador. 

Mas de que culpa o ser humano se sobrecarregou em relação a Deus? O que ele fez de tão grave a ponto de precisar ser submetido a um julgamento, um Juízo Final? Por que tanta inquietação com o ano de 2012? Estamos realmente próximo do fim dos tempos? Haverá, aliás, um “fim de mundo” escatológico como antevisto pelos artistas renascentistas? O que de fato diz a Bíblia e os antigos escritos gnósticos sobre tal acontecimento? E o budismo, o hinduísmo, e tantas outras religiões? De que maneira o conceito de reencarnação se insere em tudo isso? 

Através de acurada pesquisa em várias fontes, Roberto C. P. Junior indica um caminho para a obtenção das respostas a essas perguntas em “O Dia Sem Amanhã”, um romance histórico engendrado como uma estimulante viagem de trem, na qual o leitor embarca numa abadia francesa do século XVII e só vai descer na turbulenta época contemporânea, depois de ter acompanhado as causas e consequências dos grandes acontecimentos da história e também das personalíssimas decisões de marcantes personagens. 

A cada parada da viagem, o leitor dessa história singular se depara com novos conhecimentos e informações que lhe permitem compreender, de modo natural, a razão e o processo do aceleramento dos acontecimentos na época atual. E ao descer na última estação, poderá então entender como vivências e decisões do passado encontram sua efetivação no presente, dentro da indesviável lei da reciprocidade.