Itália: terremoto de 5,9 graus de magnitude assusta Bolonha

21/05/2012 06:28

 

Bombeiro trabalha junto aos escombros de prédio destruído na região de Emilia Romagna, no norte do país. Foto: EFE

Um terremoto de 5,9 graus de magnitude na escala Richter aconteceu às 2h03 deste domingo (23h03 de sábado, em Brasília) no norte da Itália, concretamente a 36 km de Bolonha, capital da região de Emília-Romanha.

Segundo o Serviço de Vigilância Geológica dos Estados Unidos (USGS), o tremor foi registrado a uma profundidade de 10,1 km. O USGS não informou, por enquanto, de possíveis danos materiais ou humanos por causa do terremoto.

 O terremoto de 5,9 graus de magnitude na escala Richter registrado às 2h03 deste domingo (horário local, 11h03 de sábado em Brasília) na região de Emília-Romanha (norte da Itália) foi sentido também em outras como Toscana, Vêneto, Lombardia, Tretino Alto Adigio e Friuli Venezia Giulia, sem que por enquanto se tenha informado de feridos.

O tremor, que teve seu epicentro a 5 km a leste da localidade de San Felice sul Panaro, segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália, foi precedido por outros dois, um de intensidade 4,1 - cerca de três horas antes do principal - e outro, de 2,2 graus.

Em várias cidades, segundo informa a imprensa local, muitas pessoas saíram para as ruas em pânico ao sentir o tremor, que durou cerca de 20 segundos. Os serviços de bombeiros citados por estes meios não reportaram a existência de feridos, mas poderiam haver danos materiais.

Segundo o Serviço de Vigilância Geológica dos Estados Unidos (USGS), o tremor foi registrado a uma profundidade de 10,1 km.

 Milhares de pessoas que tiveram que deixar suas casas após um forte terremoto no norte da Itália terão que passar a noite em abrigos, enquanto novos tremores continuam a atingir a região. Pelo menos sete pessoas morreram e mais de 50 ficaram feridas quando o terremoto de magnitude 6 atingiu a região de Bolonha no início deste domingo. Diversos edifícios históricos foram danificados.

Autoridades italianas dizem que a prioridade é conseguir acomodação segura para cerca de 3 mil pessoas. Equipes de segurança civil da cidade de Finale Emilia montaram barracas em um campo de futebol para acomodar centenas de moradores. Muitos tiveram suas casas destruídas, mas alguns estavam com medo de retornar aos lugares onde moravam.

"A situação atual é muito tensa, mas não dramática", disse o coordenador da equipe, Diego Gottarelli. "As pessoas estão com medo de ficar dentro de suas casas, então estamos montando estes acampamentos de emergência para que elas possam passar a noite e talvez alguns dias em um ambiente seguro, até que os tremores parem."

Um segundo tremor de magnitude 5,1 atingiu a região na tarde do domingo, destruindo mais edifícios, que estavam enfraquecidos. O epicentro do primeiro terremoto foi entre as cidades de Finale Emilia, San Felice sul Panaro e Sermide, que ficam cerca de 35 km ao norte da cidade de Bolonha. Ele foi sentido em grande parte do norte da Itália, até cidades como Milão e Veneza.

Destruição
As vítimas incluem dois trabalhadores de uma fábrica de cerâmica em Sant'Agostino. Outra pessoa - que acredita-se ser marroquina - morreu em Ponte Rodoni do Bondeno e um trabalhador de Tecopress di Dosso morreu depois que o telhado em que ele estava caiu. Outras três mulheres também morreram em consequência de ataques cardíacos induzidos pelo terremoto, segundo relatos.

A TV italiana mostrou diversos edifícios históricos da região reduzidos a escombros. O teto de uma capela do século 6 recém-reformada em San Carlo, próxima à cidade de Ferrara, caiu, deixando as estátuas e a decoração interna expostas. A restauração da capela havia durado oito anos.

Autoridades dizem ainda que dois galpões que continham mais de 300 mil peças de queijos parmesão e grana padano - com um valor estimado de mais de 250 milhões de euros - também foram destruídos.

O terremoto desse domingo é o pior a ocorrer na Itália desde o tremor de L'Aquila, que matou cerca de 300 pessoas em 2009. O norte da Itália é atingido frequentemente por terremotos de pequeno porte, mas o país está bem preparado para lidar com eles, de acordo com o correspondente da BBC em Roma, Alan Johnston.