O poder e seus efeitos nefastos

13/04/2012 21:09

 

      Diante de todas as situações vivenciadas pelo ser humano individualmente, há uma que de certa forma ele sempre buscou, seja de maneira consciente ou  inconsciente, foi sempre o seu alvo máximo, muitas vezes utilizou-se disso para beneficio ou malefício de si próprio ou de outros, analisando de forma mais pormenorizada, no transcorrer da história da Humanidade, podemos ver como num filme, o nosso próprio personagem  atuando hora como protagonista, hora como coadjuvante, mas sempre atuando dentro desse processo com benfeitor ou malfeitor  nas suas próprias atuações.

Quantas vezes, em alguma dessas fases vivenciadas na terra, já não tivemos em mãos a possibilidade de atuar com essa ferramenta chamada “poder”, seja no comando de pequenos grupos, na condução da própria família, como professores, como profissionais liberais, como lideres religiosos, como políticos ou mesmo quem sabe, como representante de Deus na terra, a busca incessante pelo poder, sempre foi o alvo maior de qualquer ser humano, mesmo que momentaneamente ele estivesse inconsciente disso, tudo sempre aconteceu da forma  como ele sempre elaborou.

Mas se analisarmos de forma mais abrangente, podemos concluir que, quando em alguma dessas vivências o poder foi dirigido pelo raciocínio, com certeza aquele grupo, cidade, estado ou Pais(povo), entraram em processo de decadência, pois onde a intuição não atua, nenhum povo poderá florescer.

Todo e qualquer talento é nato, e nasce dos dons presenteados por Deus, para benefício do todo, pois somente na junção dos acordes vibrantes da arte nascem os talentos, mas deles dependem pçs que pertencem ao grande conjunto que definem a Harmonia para o vibrar em consonância com as leis que são regidas pela vontade criadora da Vida(Deus), nada poderá atuar de maneira individual, ou desconexa, porque não atingirá a harmonia necessária dentro da Lei do equilíbrio.

Foi essa dissonância que levou o ser humano a cometer os primeiros delitos contra a Lei, essa dissonância provocada pelo desequilíbrio entre a Intuição e o Raciocínio que  trouxe a realização terrena do pecado original,  que continuando a provocar desarmonia trouxe como efeito natural a hereditariedade. Vejam que de acordo com os conceitos figurativos representados pelos irmãos Caim e Abel, defini-se claramente um atuar desarmônico de práticas adversas, que não poderiam estar em ligação pela Lei do equilíbrio, ações contrárias não podem ser Harmônicas, pois não visam uma Ligação, nem tão pouco podem ser pçs. Que possam pertencer ao conjunto. Vejam que desse atuar divergente dos irmãos(Caim e Abel), (raciocínio e Intuição), que deveriam atuar em equilíbrio, culminou na completa decadência Harmônica do espírito humano na terra, ao invés de ambos se colocarem um a serviço do outro, na colaboração conjunta do todo, preferiram o individualismo causador do desequilíbrio.

Essa dissonância provocada pelo raciocínio já no gênesis, trouxe o primeiro efeito nefasto do abuso de poder, onde o acorde necessário a formação da harmonia, se desviou  do foco, levando a decadência de todo o conjunto.

Os gritos de socorro gerados dessa discórdia, trouxeram a necessidade  de vir  maestros em auxilio, para que assim pudessem arranjar e afinar as notas dissonantes provocadas pelos dois irmãos, mas como a harmonia não dependia apenas de dois acordes mas da junção de  uma família inteira de acordes, não foi possível aos maestros  coordenarem a colocação desses acordes em seus devidos lugares, pois dependia de ajustes  que dentro do processo natural não poderiam mais entrar em ligação com o Conj. Naquela circunstância.

Vejam que o poder dirigido erradamente pelo raciocínio, trouxe dissonância em toda a terra assim como em todas as partes da Criação material onde ele pode influenciar. A tentativa de equilíbrio sempre ocorreu, mas como sempre dependia do próprio Raciocínio voltar a condição inicial de servir a intuição em completa ligação. Todas as tentativas até agora foram em vão, dessa forma, ficou decidido que  só na formação de uma nova orquestra, ainda é possível a formação do Equilíbrio.

Todo o poder gerado pelo raciocínio levou os povos a decadência e a completa desarmonia na criação, torna-se necessário agora, o verdadeiro atuar da Intuição, até que o raciocínio aprenda a caminhar de tal forma que venha a encontrar o seu próprio equilíbrio, mas para isso foi necessário tirar-lhe todo poder.

Lutai criaturas humanas, para que acabem essas discórdias, dessa forma raciocínio e intuição entrarão novamente no equilíbrio necessário.

 

Autor Desconhecido